Celulares e tablets armazenam hoje uma quantidade enorme de informações pessoais e profissionais — senhas, fotos, mensagens, documentos e acesso a sistemas institucionais. Por isso, adotar práticas simples de segurança no uso diário desses dispositivos é essencial para proteger dados e privacidade. Ao longo deste mês, a STI, em parceria com o projeto SEH (Segurança no Elemento Humano), apresenta orientações completas sobre oito temas fundamentais de segurança móvel.
Mantenha o sistema operacional e os aplicativos atualizados
Manter o sistema e os aplicativos do celular ou tablet atualizados é uma das práticas mais simples e eficazes para garantir segurança e bom funcionamento. As atualizações corrigem falhas de segurança que podem ser exploradas por invasores para roubar dados ou comprometer o dispositivo, além de trazerem otimizações de desempenho e, frequentemente, novos recursos.
Recomenda-se ativar as atualizações automáticas, para que o sistema e os apps fiquem sempre em dia sem esforço extra, e revisar as notas de versão antes de atualizar, para entender o que está sendo corrigido ou adicionado.
Cuidado com aplicativos falsos
Aplicativos falsos são programas maliciosos disfarçados de apps legítimos, capazes de roubar informações pessoais, exibir anúncios indesejados ou até danificar o dispositivo. Para identificá-los, é importante verificar alguns pontos:
- Se o aplicativo está disponível na loja oficial (Google Play, App Store) — o que não garante segurança total, mas é o primeiro filtro contra apps perigosos;
- Se as avaliações e comentários parecem legítimos, desconfiando de elogios genéricos ou de reclamações recorrentes sobre problemas;
- Quem é o desenvolvedor e qual sua reputação, já que desenvolvedores confiáveis costumam ter outros aplicativos populares;
- Se as permissões solicitadas fazem sentido para a função do app — um aplicativo de lanterna que pede acesso à localização, aos contatos ou à câmera, por exemplo, é um sinal de alerta.
A importância do bloqueio de tela
O bloqueio de tela é a primeira barreira contra acessos não autorizados e um dos métodos mais eficazes de proteção das informações armazenadas no dispositivo. Ele é importante por três razões principais:
- Proteção de dados pessoais — impede que terceiros acessem mensagens, fotos, e-mails e aplicativos financeiros;
- Segurança em caso de perda ou roubo — dificulta o acesso aos dados e aumenta as chances de recuperação do aparelho;
- Prevenção de ações indevidas — evita exclusão acidental de arquivos ou compras não autorizadas.
Combinar o bloqueio de tela com outras práticas de segurança é essencial para garantir tranquilidade no uso de celulares e tablets.
Permissões de aplicativos
As permissões são autorizações que os aplicativos solicitam para acessar funções ou dados do dispositivo, como câmera, microfone, localização ou contatos. Embora necessárias para o funcionamento de muitos apps, também podem ser usadas de forma abusiva. Para avaliar se uma permissão é segura ou necessária, vale perguntar:
- O aplicativo realmente precisa dessa permissão para funcionar (um app de mapas precisa da localização, mas um jogo dificilmente justifica esse acesso)?
- As permissões pedidas estão relacionadas à finalidade do app, ou envolvem dados sensíveis sem motivo claro?
- É possível limitar as permissões sem comprometer o uso — muitos aplicativos continuam funcionando normalmente mesmo com acessos restritos.
Conceder apenas o necessário e revisar as permissões regularmente é uma atitude simples que fortalece a segurança e a privacidade.
Localização remota do celular
A localização remota é um recurso que permite rastrear o dispositivo em caso de perda ou roubo. Para ativá-la, em aparelhos Android o caminho é “Configurações” > “Segurança” > “Encontrar Meu Dispositivo”; em iOS, “Ajustes” > nome do usuário > “Buscar” > “Buscar iPhone”.
O recurso exige que o dispositivo esteja conectado à internet para enviar sua localização, por isso é recomendável manter Wi-Fi ou dados móveis sempre habilitados. Embora não garanta a recuperação do aparelho, a localização remota aumenta as chances de encontrá-lo e permite proteger os dados nele armazenados. Seu uso é seguro desde que sejam utilizados apenas serviços oficiais (Google, Apple) e o dispositivo esteja protegido com senha ou biometria.
Identificação do IMEI
O IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) é a “impressão digital” do celular: um número único e exclusivo que identifica cada aparelho e permite bloqueá-lo remotamente em casos de perda ou roubo, impedindo seu uso indevido mesmo com a troca do chip.
O número pode ser encontrado de três formas:
- Na etiqueta da caixa do aparelho;
- Digitando o código *#06# no próprio celular;
- Nas configurações do dispositivo — em Android, “Configurações” > “Sobre o telefone” > “Status”; em iOS, “Ajustes” > “Geral” > “Sobre”.
Além de permitir o bloqueio junto à operadora em caso de furto, o IMEI também é usado em reparos e na verificação da autenticidade do aparelho. Recomenda-se anotá-lo em local seguro e de fácil acesso, para agilizar o processo de bloqueio em situações emergenciais.
Realização de backups regulares
Perder dados importantes do celular ou tablet — por falha do dispositivo, roubo, perda ou ataques virtuais — pode ser uma experiência frustrante. Um backup é uma cópia de segurança das informações armazenadas no aparelho, como contatos, fotos, documentos e aplicativos, garantindo que os dados possam ser recuperados em caso de imprevistos.
Em Android, o backup pode ser configurado em “Configurações” > “Google” > “Backup”; em iOS, em “Ajustes” > nome do usuário > “iCloud” > “Backup do iCloud”. Os dados podem ser armazenados na nuvem (Google Drive, iCloud) ou em dispositivos físicos, como computadores e HDs externos, e podem incluir fotos, vídeos, contatos, mensagens, configurações e até dados de aplicativos específicos.
Evite compartilhar seus dispositivos
Celulares e tablets armazenam grande quantidade de informações pessoais e profissionais, incluindo dados sensíveis como senhas, fotos, mensagens e documentos. Compartilhar esses dispositivos com outras pessoas, mesmo que temporariamente, pode colocar a privacidade e a segurança em risco por três razões principais:
- Exposição de dados pessoais ou profissionais que não deveriam ser acessados por terceiros;
- Alterações não autorizadas, como mudanças em configurações, instalação de aplicativos suspeitos ou exclusão de arquivos importantes;
- Exposição a ameaças, como instalação de apps maliciosos ou conexão a redes inseguras por quem usa o aparelho.
Por serem dispositivos pessoais e altamente sensíveis, evitar compartilhá-los é uma forma eficaz de reduzir riscos e proteger as informações neles armazenadas.
Essas orientações fazem parte da campanha de segurança do projeto SEH (Segurança no Elemento Humano) e serão divulgadas ao longo do mês por e-mail, redes sociais e no site da STI. Adotar esses cuidados simples no dia a dia é um investimento na proteção dos seus dados pessoais e institucionais.
Sobre o Projeto SEH
A campanha de conscientização em Segurança da Informação do Projeto Segurança no Elemento Humano (SEH) é um projeto elaborado pelas instituições participantes do Colégio de Gestores de TI e Comunicação (CGTIC) das Instituições Federais de Ensino Federal Superior (IFES) da ANDIFES. Os materiais construídos colaborativamente servirão para identificar as necessidades de conscientização, definir estratégias de comunicação eficazes e implementar programas de treinamento que promovam a cultura de segurança da informação em todos os níveis das organizações. O conteúdo pode ser acessado em https://seh.ufrn.br/.